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Homem jovem está sentado, utilizando um notebook. Ele veste uma camisa branca com o logotipo da Toti Diversidade.
Desenvolvedor front-end é uma excelente opção de carreira

A profissão de desenvolvedor front-end tem se destacado no mercado de trabalho por ser flexível, bem remunerada e amplamente requisitada. 

De acordo com o Guia Salarial 2024 da Robert Half, desenvolvedores front-end estão entre os profissionais mais demandados por projetos em empresas. Além disso, os salários podem chegar a mais de R$ 15.000. 

Inclusive, as perspectivas de crescimento e estabilidade financeira são alguns dos motivos pelos quais essa pode ser uma excelente carreira para pessoas refugiadas e migrantes

Se você está pensando em ingressar nesse setor, precisa ler este conteúdo até o final. Neste artigo, abordaremos as funções, os salários, as oportunidades e a jornada de aprendizado da profissão de desenvolvedor front-end. 

O que faz um desenvolvedor front-end?

O desenvolvedor front-end é responsável pela criação e manutenção da parte visual de sites e aplicativos. Isso inclui cores, fontes, conteúdos e demais elementos com os quais o usuário pode interagir.

Após o designer criar os layouts e as interfaces visuais, o profissional de front-end transforma esses designs em código, utilizando HTML, CSS e JavaScript. Além disso, é responsabilidade do desenvolvedor garantir que a aplicação seja responsiva e compatível com diferentes tamanhos de tela. 

Por que ingressar no mundo do desenvolvimento web? 

A área de front-end é uma das especializações dentro do campo do desenvolvimento web, que também engloba as partes de back-end e full stack. No geral, o setor de desenvolvimento web é extremamente promissor e oferece vantagens aos profissionais, como: 

Bons salários: dependendo do nível profissional, é possível ganhar mais de R$ 15.000 por mês nas áreas de desenvolvimento web. 

Muitas oportunidades: com a crescente demanda por digitalização, os desenvolvedores estão cada vez mais requisitados. Além disso, a tecnologia está presente em diversos setores, desde saúde até finanças. Isso significa que há oportunidades profissionais em uma variedade de indústrias.

Flexibilidade: diversas empresas já aderiram ao modelo remoto para atrair profissionais de tecnologia. Isso significa que, provavelmente, você poderá trabalhar em qualquer lugar do mundo. 

Não exigência de diploma: no setor de desenvolvimento web, as habilidades práticas são mais valorizadas do que um diploma acadêmico. Por isso, é possível conquistar um emprego fazendo um bom curso profissionalizante.  

Diferença entre front-end, back-end e full stack 

Enquanto que o desenvolvedor front-end cuida dos elementos visuais de uma aplicação, o profissional de back-end atua no funcionamento interno de um sistema. A área de back-end é responsável pelo gerenciamento de banco de dados, pela lógica do servidor e integração de sistemas. Em outras palavras, esse profissional implementa sistemas de autenticação, gerencia a comunicação entre o servidor e o cliente, processa pagamentos, entre outras atividades. 

Já o desenvolvedor full stack possui habilidades de front-end e back-end, sendo capaz de atuar em todas as partes do desenvolvimento de uma aplicação. 

Quanto ganha um desenvolvedor front-end?

Os salários dos desenvolvedores podem variar de acordo com a experiência profissional, localização, setor e tamanho da empresa. 

Em geral, um desenvolvedor front-end júnior, com menos experiência, recebe R$ 6.200. Já um desenvolvedor front-end pleno ganha entre R$ 9.250 e R$ 15.550. Por fim, um desenvolvedor front-end sênior recebe entre R$ 11.000 e R$ 16.750. Esses dados foram retirados da pesquisa Guia Salarial 2024 realizada pela Robert Half. 

Caso queira verificar os salários de acordo com a sua cidade, é possível utilizar o site Glassdoor. Nesta plataforma, os próprios profissionais informam seus salários. 

É difícil estudar front-end? 

O grau de complexidade varia de acordo com cada pessoa. Para alguns, pode ser mais simples, especialmente se já possuírem conhecimento básico de programação e design. Para outros, pode ser um pouco mais desafiador, mas não é uma tarefa tão complexa. É perfeitamente possível se tornar um bom desenvolvedor front-end começando do zero. 

Com tutoriais on-line, cursos interativos e comunidade de desenvolvedores, o aprendizado, com certeza, será mais fácil e agradável. 

Por isso, é recomendável buscar cursos bem recomendados que ofereçam um conteúdo estruturado e didático. 

Uma mulher veste uma camisa branca com o logotipo da Toti Diversidade. Ela está sentada e usando um notebook.
Estudar front-end pode ser acessível e agradável

Como se tornar um desenvolvedor front-end? 

Faça um curso profissionalizante ou uma faculdade 

Para adquirir as competências necessárias para atuar como desenvolvedor front-end, é possível escolher entre um curso profissionalizante ou uma faculdade. 

Mas é importante ressaltar que, para trabalhar nessa área, não é necessário um diploma universitário. Uma faculdade pode facilitar sua entrada no mercado de trabalho, mas não é a única opção. 

Existem cursos focados nas habilidades práticas que você precisa para entrar no mercado de trabalho. Dessa forma, eles são excelentes opções para quem deseja ingressar no setor mais rapidamente. 

A Toti, por exemplo, oferece formações profissionalizantes gratuitas para pessoas refugiadas e migrantes que querem ingressar no setor de front-end. Clique aqui para conferir

Adquira as habilidades necessárias

HTML, CSS e JavaScript são algumas das linguagens fundamentais que você precisa dominar para se tornar um desenvolvedor front-end. Além dessas linguagens básicas, é importante se familiarizar com frameworks e bibliotecas populares como React, Angular ou Vue.js. Em geral, cursos profissionalizantes já ensinam todas essas competências. 

Outro ponto importante para ingressar na área é desenvolver habilidades comportamentais, como resolução de problemas, pensamento crítico, comunicação eficiente, criatividade e trabalho em equipe. 

Considere participar de um hackathon 

Hackathon é uma maratona de programação que reúne pessoas interessadas em encontrar uma solução para um problema específico de forma rápida. As equipes são compostas por profissionais de diversas áreas, como programação, inovação, design, UX, entre outras.

Participar de um evento desse tipo pode contribuir para o desenvolvimento de suas habilidades como programador, além de facilitar a construção de networking. 

Ganhe experiência 

Para ganhar destaque no mercado de trabalho, é importante ter algum tipo de experiência prática. A maneira mais fácil de adquirir essa experiência é realizar trabalhos voluntários. Você pode, por exemplo, criar sites para negócios de pessoas conhecidas de forma gratuita. Apesar de não ganhar dinheiro, você colocará seus conhecimentos em prática e ainda poderá incluir esses trabalhos pontuais no currículo, portfólio ou Linkedin. 

Uma outra forma de obter experiência é realizar trabalhos freelancers remunerados. Para isso, basta se cadastrar em sites como Workana e 99Freelas

Monte um portfólio 

Ter um bom portfólio é fundamental para demonstrar suas habilidades, projetos e experiência para potenciais empregadores e clientes. 

Nesse material, é possível incluir trabalhos voluntários, acadêmicos ou pessoais. Caso queira, você também pode adicionar projetos realizados por conta própria para testar seus conhecimentos.  

Participe de comunidades e faça networking

Um passo essencial para ingressar no setor de desenvolvimento web é construir uma boa rede de contatos. Isso é especialmente importante para aumentar suas chances de ser indicado para oportunidades de emprego e projetos freelancers. 

Para fazer networking, participe de comunidades on-line e troque conhecimentos com outros profissionais no Linkedin. Existem instituições de ensino que já proporcionam essa oportunidade de networking, como a Toti Diversidade, que possui uma comunidade com diversos profissionais de tecnologia migrantes e refugiados. 

Prepare-se para os processos seletivos

Duas etapas cruciais para conseguir emprego são a elaboração do currículo e a preparação para entrevistas. O currículo deve conter sua formação acadêmica, experiência profissional (caso tenha), idiomas falados e habilidades dominadas. É importante adaptar o seu currículo para cada vaga concorrida, incluindo no seu documento as mesmas palavras-chaves que constam na descrição do cargo. 

Caso você receba um convite para participar de uma entrevista, precisará também estudar sobre a vaga. Isso inclui praticar as perguntas mais comuns em entrevistas de emprego e conhecer a cultura da empresa. 

Formações profissionalizantes gratuitas

A Toti Diversidade oferece formações gratuitas para pessoas refugiadas e migrantes em diferentes áreas da tecnologia, como front-end, back-end, full stack, entre outras. 

Além de ensinar, a Toti facilita o desenvolvimento de networking entre seus estudantes e ainda concentra esforços para incluir os profissionais formados no mercado de trabalho. 

Clique aqui para conhecer o Programa de Carreira da Toti.